Daniela Lustosa - Assessoria de Comunicação

O mundo inteiro está em clima de Futebol. A 19º Copa do Mundo – o 2º maior evento esportivo do planeta, atrás apenas das Olimpíadas – acontece na África do Sul, no continente Africano, que – assim como outros países que já foram sedes do campeonato – comprova o poder deste evento que, nem de longe, se resume só a futebol. A Copa do Mundo é, politicamente, uma grande estratégia para atração de investimentos e atenção internacional. Exemplo disto é o que acontece com a África do Sul, que saiu da imaginação popular e passa a ser conhecida por sua diversidade cultural, de raças, idiomas e crenças religiosas. São os impactos econômicos e sociais incalculáveis do negócio por trás das vuvuzelas. Para falar um pouco mais sobre este assunto, o Diretor da Rede de Farmácias Multmais, Wanderley Fernandes, concedeu uma entrevista ao Portal Multmais. Confira abaixo.
P. Multmais: Para começar a nossa entrevista, você acreditava na vitória do Brasil na Copa do Mundo 2010?
Wanderley: Tanto do Brasil como dos outros campeões: Alemanha, Argentina e Itália. Não lembrava mais do Uruguai como campeão, já o considero uma “zebra”. Acreditava que um dos quatro, com certeza, estaria na final. Foi o que aconteceu nas 18 Copas dos últimos 70 anos. Em muitas delas, inclusive, estiveram dois desses quatro times na disputa final. Provavelmente, a Alemanha – pois, infelizmente, o Brasil foi eliminado, assim como a Itália e a Argentina – tem a maior chance de conquistar a Copa do Mundo 2010.
P. Multmais: Quais são, a seu ver, os impactos econômicos de uma Copa do Mundo?
Wanderley: Nós não temos os números precisos, mas - com certeza - os impactos são grandes. Pesquisas recentes falaram numa injeção de R$ 142 bilhões na economia brasileira em 2014. Fala-se muito dos custos, do investimento, mas isso tudo tem retorno em turismo, divulgação e auto-estima do país, embora nem sempre seja possível mensurar esses ganhos. A Tanzânia, por exemplo, ninguém sabia o que era. Bastou um amistoso do Brasil no país para, no outro dia, todo mundo falar na Tanzânia. A mesma coisa acontece com a África do Sul. Com certeza tem sido uma surpresa para muita gente as imagens, a cultura, as pessoas, os problemas, o que já foi resolvido e o que não foi. Recentemente, uma reportagem mostrou que, com o fim do apartheid, cerca de 800 pessoas brancas fundaram uma cidade onde só tem brancos, uma resistência ao fim do regime e nós desconhecíamos isso. A Copa do Mundo, portanto, dá visibilidade aos acontecimentos no país. A economia faz parte de tudo isso. O que não se sabe é se os investimentos são feitos da melhor forma. Talvez não fossem necessários estádios tão luxuosos, por exemplo. A infra-estrutura também poderia ser pensada para que, depois, fosse reaproveitada.
P. Multmais: Que tipo de benefícios e oportunidades a Copa do Mundo gera para as empresas em todo o mundo?
Wanderley: Como todo grande negócio, as oportunidades surgem por todo lugar, vai da criatividade das empresas. Dentro de cada segmento, o mercado deve saber explorar as oportunidades da forma que mais lhe favorecer. É preciso ser inteligente. Existe o segmento favorecido de forma direta, como o de turismo, transporte e alimentação, mas também têm as oportunidades que surgem de forma criativa, como as vuvuzelas. Agora, a 25 de março, em São Paulo, só pensa em vender isto. Existe até fábricas delas aqui. Enfim, tem o mercado que cresce como um todo, pelo fluxo de gente e pela emoção que faz as pessoas comprarem camisas e decorarem as ruas e casas e tem as oportunidades que surgem e devem ser aproveitadas.
P. Multmais: Como o mercado deve aproveitar este momento?
Wanderley: Da melhor maneira que cada um pode. É um momento em que as pessoas estão com a auto-estima bacana, o país está em movimento e o dinheiro está circulando. As empresas e as pessoas devem tirar proveito através daquilo que sabem fazer, com muito trabalho e criatividade, é claro. Acredito que esta seja a receita.
P. Multmais: No caso dos empreendimentos que não estão relacionados ao futebol, a exemplo de farmácias, é possível criar mecanismos de promoção do negócio?
Wanderley: No caso das farmácias, especificamente, não é possível criar promoção para consumo de medicamentos, mas o mercado deve estar preparado para aproveitar o aumento natural do fluxo de pessoas no país. Segmentos que não estão diretamente relacionados com o futebol também podem tirar proveito. Em época de Copa do Mundo, por exemplo, é possível encontrar roupas com o tema, chocolate em formato de bola de futebol, bolsas em verde e amarelo, latinhas de cerveja comemorativas, lâminas de barbear nas cores do Brasil, entre outros inúmeros artigos em homenagem ao evento.
P. Multmais: A Campanha Multprêmios utiliza, na logomarca, as cores do Brasil – o que faz uma referência à Copa do Mundo -, e, na decoração das lojas, bandeirolas, o que remete ao São João. De que forma esses detalhes favorecem a Campanha?
Wanderley: Então, a campanha não poderia ser diferente. Apesar de tratar-se de uma promoção voltada para a compra de produtos nas áreas de higiene pessoal, limpeza e conveniência, o apelo visual deve estar de acordo com o momento das pessoas, que é de São João e Copa do Mundo. É o clima, né? O negócio agora é este, bola e forró... [risos].
P. Multmais: Em sua opinião, o Brasil estará preparado – no que diz respeito aos fatores de infra-estrutura, atendimento, economia e turismo – para receber a Copa de 2014?
Wanderley: É uma promessa, mas, aqui, a gente desconfia. Ainda há pouco o estádio do Morumbi foi excluído para a abertura da Copa de 2014. Imagine você ter uma Copa do Mundo no Brasil e São Paulo estar fora por problemas de investimento. Aqui em Salvador temos um metrô de 10 anos que não avança, então, é difícil se manter otimista. A FIFA [Federação Internacional de Futebol], com certeza, tem mecanismos para fazer com que as coisas aconteçam, pelo investimento que gera no país, mas esperar por grandes melhorias é complicado, afinal, temos visto muita obra inacabada. Acho que a desconfiança por parte da população é generalizada no país. As melhorias vão acontecer, mas não no nível das promessas e expectativas de uma Copa do Mundo.
P. Multmais: Até lá, como o Governo e as empresas devem se preparar para o megaevento?
Wanderley: Com muito planejamento e trabalho. O problema é que as coisas já começam a acontecer com pouco profissionalismo, a exemplo do episódio do Morumbi. É como o Presidente da CBF [Confederação Brasileira de Futebol] falou, que se empurram as coisas com a barriga durante dois anos e meio e, agora, quando tudo deveria acontecer de fato, volta-se à estaca zero. Isso tudo gera muito descrédito. Não existe sequer uma obra - que eu tenha conhecimento - que já tenha começado. A Copa acontece em 2014, portanto, já estamos atrasados no que diz respeito à infra-estrutura. Ouvimos que o cronograma está sendo cumprido, vemos colocar tapumes, mas não vemos as obras. É temeroso. Quanto às empresas, elas têm que tentar melhorar, mas não se conserta serviço, atendimento e qualificação em quatro anos. Isso é um processo de educação, envolve uma ou duas gerações. Imaginar que vamos resolver tudo isto em apenas quatro anos? Acho que precisamos nos esforçar de forma coletiva para atender bem o turista, como sempre fazemos, do nosso jeito... batendo tambor, enfeitados... agrada!
P. Multmais: Quais benefícios a Copa do Mundo de 2014 deve gerar para o Brasil?
Wanderley: O que gera em todo lugar. O Brasil vai ganhar mais visibilidade lá fora, uma super divulgação mundial. A FIFA tem mais países filiados do que a ONU, que tem cento e oitenta e poucos, contra os mais de 200 da FIFA. Vamos ter pessoas no Brasil que nunca vieram aqui, artistas, personalidades... É o mundo voltado para o Brasil. É impossível não termos grandes benefícios com isto.
P. Multmais: Para finalizarmos, qual foi, até agora, o lance mais bonito da Copa do Mundo de 2010? E o maior furo?
Wanderley: O lance mais bonito é o fato da Copa do Mundo de 2010 acontecer na África. Sem querer ser bonzinho, mas acho que todos os países, de alguma forma, devem à África. Faz pouco tempo que acabou o apartheid e, com todas as dificuldades, eles estão fazendo a Copa deles. Fizeram uma abertura muito bacana e o evento está acontecendo, é um fato. É fantástica a cultura, as pessoas, a fauna... estamos conhecendo não só a Africa do Sul, mas todo o continente. Quanto ao maior furo, sem dúvida, para nós, fanáticos por futebol, foi a saída do Brasil.
13 de dezembro de 2011
Pintando o 7 na Rede fez o ano mais colorido
07 de novembro de 2011
LIBERADA! Mas com restrições...
10 de outubro de 2011
Descarte de medicamentos, um dever de todos
02 de agosto de 2011
Rede Multmais faz a alegria da criançada com a Campanha Pintando o 7 na Rede
10 de maio de 2011