31 de julho de 2010

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Brasileiro desenvolve técnica para combater o mosquito da dengue

09 de março de 2010

Fonte: JB Online (Agência Brasil)


BRASÍLIA - O pesquisador brasileiro Osvaldo Marinotti está desenvolvendo na Universidade da Califórnia, nos Estados Unidos, um mosquito geneticamente modificado que pode ser usado para reduzir a proliferação do Aedes aegypti, transmissor da dengue.

 

Como apenas as fêmeas do inseto picam e transmitem a doença, além de carregar os ovos, a técnica visa a diminuir essa população.

 

O mosquito que está sendo desenvolvido produz uma toxina no código genético que atrapalha a formação das fêmeas, deixando-as com as asas atrofiadas e incapazes de sobreviver. Os machos, no entanto, são normais. A ideia é que os ovos com esses mosquitos transgênicos sejam colocados na natureza.

 

Como as fêmeas são inválidas, apenas os machos teriam capacidade de voar e transmitiriam o código genético “inseticida” à medida que cruzassem com as fêmeas. As crias resultantes desses cruzamentos teriam fêmeas defeituosas e os insetos do sexo masculino normais, para transmitir a herança genética adiante. Com a população de fêmeas reduzida, a reprodução do inseto fica prejudicada.

 

Segundo Marinotti, a técnica pode ser capaz de exterminar a população de Aedes aegypti em uma localidade.

 

- Mas mosquitos existem em todos os lugares. E mosquitos vindos de outros lugares vão repovoar aquela região - acrescenta. Por isso, seria necessário fazer novas solturas do animal modificado para prevenir o aparecimento da doença.

 

O custo da técnica, segundo o pesquisador, não é muito elevado. - Eu acho que o custo maior talvez seja com a distribuição e logística - ponderou.

 

Os mosquitos transgênicos estão atualmente passando por testes em “grandes gaiolas” no México. De acordo com o pesquisador, o uso do mosquito vai depender dos resultados desses testes, realizados em um sistema de contenção, sem soltar os animais na natureza.

 

- Esses resultados vão ser usados pelos órgãos reguladores de meio ambiente e saúde pública. E vão avaliar se vale a pena e se é seguro fazer um teste em campo, em condições de soltar mosquito na natureza - explicou.

 

Os insetos transgênicos estarão prontos para serem testados em campo em um prazo de um a dois anos, segundo Marinotti.
 

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