Fonte: Febrafar (Valor Econômico)
Assim como os investimentos no segmento de medicamentos genéricos se intensificaram nos últimos anos por conta da queda da patentes de importantes produtos, os acordos de cooperação entre laboratórios para o desenvolvimento de novas drogas deverão se tornar uma tendência e ganhar força no médio e longo prazo, segundo aponta o especialista no segmento farmacêutico da PricewaterhouseCoopers nos EUA Anthony Farino.
Os investimentos em pesquisa e desenvolvimento das farmacêuticas com foco em inovação são muito pesados e embutem grandes riscos, caso as drogas em estudo não atinjam o resultado esperado.
Nos últimos anos, o setor farmacêutico viveu um forte movimento de consolidação no mercado internacional - o mesmo tem ocorrido nos mercados emergentes, entre eles o Brasil, que virou alvo das grandes multinacionais. Essas operações de fusões e aquisições devem continuar nos próximos anos, mas não mais tão focadas em grandes corporações, mas em laboratórios especializados.
Segundo Farino, a definição de inovação mudou. Os laboratórios já traçam suas estratégias para o médio e longo prazo. Muitas empresas estão voltadas para biotecnologia e medicina personalizada.
Os investimentos do setor também apresentam uma mudança geográfica significativa. Laboratórios asiáticos começam a ganhar maior importância na área de inovação - tradicionalmente esses aportes estavam concentrados em companhias com base nos EUA ou países da Europa. "As empresas voltadas somente para o segmento genérico não vão sobreviver no longo prazo, se não fizerem apostas também em inovação."
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