Fonte: Febrafar
Os esforços da Anvisa para agilizar a aprovação de medicamentos ainda são questionados por algumas farmacêuticas. A agência, que desde 2009 tem adotado medidas para acelerar a análise de registros, conseguiu agradar algumas companhias, mas ainda é tratada como "entrave" por executivos do setor. "Reconhecemos que há medidas em andamento. A Anvisa tem informado", diz Antônio Britto, presidente da associação Interfarma.
Um especialista do mercado, que não quis se identificar, diz que hoje a indústria tem facilidade para conversar com a direção da agência, mas a nova celeridade ainda esbarra na "ditadura dos técnicos, que é a burocracia". Entre as ações adotadas, a revisão de algumas normas reduziu em 20% a entrada de solicitações de alterações, segundo o órgão. Também foi lançado um edital de previsibilidade, que pediu às farmacêuticas que informassem antes todas as solicitações que submeteriam em 2010.
A análise feita pelos técnicos já supera o número de pedidos de registro, o que permite a queda do estoque de anos anteriores, diz a Anvisa. Também contribuíram outras medidas, como priorização da análise de genéricos inéditos no mercado - que devem aumentar no curto prazo - e o registro eletrônico - que, segundo estima a Anvisa, permitirá que o tempo de concessão de registro de produto caia para 90 dias. "Temos aprovações que ocorreram em oito meses quando a média histórica era 24 meses", diz Mariano Janiszewski, da Eli Lilly do Brasil.
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