20 de maio de 2012

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Mercado de R$ 27,3 bi atrai mais investimentos das multinacionais

01 de dezembro de 2011

Fonte: Febrafar
 
Brasileira sempre foi vaidosa e grandes companhias como L’Oréal e Unilever sabem bem disso. A gigante francesa desembarcou no país em 1939, quando o primeiro agente comercial da empresa, o francês Maurice Bélières, chegou ao Rio de Janeiro criando a Maurice Bélières e Cia Ltda. Há 52 anos, o grupo se instalou definitivamente no Brasil. Já a anglo-holandesa Unilever fincou sua operação no país há 82 anos.
 
As duas marcas, grandes responsáveis pelo desenvolvimento de várias categorias de produtos de higiene pessoal e beleza no país, dominavam o mercado praticamente sozinhas até que o Brasil passou a atrair uma infinidade de companhias estrangeiras de olho nas madeixas, na pele e na boca das brasileiras.
 
A americana P&G desembarcou no país em 1988, com a aquisição da empresa brasileira de perfumaria Phebo, mas foi só nesta década que realmente decolou no país. O ano de 2011 deve entrar para a história da P&G no Brasil, graças a investimentos pesados em ações como o “Avião do Faustão” e até mesmo a oferta gratuita de cremes Olay em farmácias do país. Ela adotou uma estratégia agressiva para abocanhar um pedaço do bilionário mercado brasileiro de higiene pessoal, perfumaria e cosméticos, que movimentou R$ 27,3 bilhões no ano passado, 10,7% a mais que em 2009.
 
Os números divulgados pela Associação Brasileira da Indústria de Higiene Pessoal, Perfumaria e Cosméticos (Abihpec) são ex-factory, ou seja, faturamento saído de fábrica, sem impostos.
 
A crise financeira global que encontrou um Primeiro Mundo maduro em consumo levou automaticamente inúmeras marcas de cosméticos a focarem no Brasil. Neste ano, empresas como as americanas Benefit e H2OH e a holandesa Rituals desembarcaram no Brasil. Tanta gente abocanhando o mercado, levou negócios tradicionais, como a Unilever, a reagir.
 
Deste instante até meados de 2012, a gigante Unilever investirá R$ 500 milhões no lançamento de várias marcas para cabelos e na reformulação das já existentes, como Seda. Este aporte visa ainda reposicionar a companhia para atender o consumidor com maior poder aquisitivo e a necessidade por produtos para cabelos tingidos, com chapinha ou alisamento.
 
Fonte: Brasil Econômico
 

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