Fonte: IG
Os brasileiros podem ganhar em breve uma nova opção para o tratamento de problemas cutâneos, de cicatrização e de pessoas que tiveram o corpo queimado.
O Centro de Nanotecnologia e Engenharia Tecidual da Universidade de São Paulo (USP), em Ribeirão Preto, está desenvolvendo pele artificial tridimensional com alta tecnologia e estudando sua regulação com o uso de nanotecnologia, o uso de substâncias em moléculas 90 mil vezes menores do que o diâmetro de um fio de cabelo.
“Existem produtos semelhantes utilizados para tratamento de queimados, por exemplo, mas são feitos de células mortas. Além de caros, têm um funcionamento diferente: são inseridos, criam uma barreira física, protegem a área da infecção, mas são rejeitados depois de um tempo”, afirma o coordenador do Centro Antonio Claudio Tedesco. A ideia do centro é que a pele produzida se incorpore ao corpo da pessoa, como se fosse um enxerto.
A técnica, trazida de Paris por Tedesco, desenvolve um modelo que contém três camadas: epiderme, derme e hipoderme, todas contidas na pele natural.
A pele artificial é produzida a partir de um pedaço do próprio paciente ou a partir de um banco de células, que são reproduzidas em laboratório e crescem em soluções específicas, dentro de placas de petri – placas redondas ou quadradas de vidro usadas para cultura de microorganismos. O tamanho máximo é de 10 x 10 cm, o que ainda inviabiliza a utilização em áreas extensas do corpo. O produto, por enquanto, só é produzido por demanda, já que são células vivas, com validade de 21 dias, que ainda não podem ser estocadas.
Os estudos começaram a fim de testar remédios nanoestruturados (em que está reduzido a partículas nanométricas).
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