Fonte: Febrafar (DCI)
A redução da carga tributária do setor de cosméticos e beleza, que pode chegar a 51% em alguns produtos, foi a principal reivindicação dos empresários durante a 6ª Beauty Fair - Feira Internacional de Cosméticos e Beleza, que foi realizada entre os dias 28 e 31 de agosto, em São Paulo.
Para o diretor da feira, Celso Sakuda, não é admissível mais que alguns cosméticos e produtos de beleza sejam tributados como supérfluos. "Não faz sentido porque estamos entrando num patamar histórico em que o bem-estar e a sustentabilidade são pilares para o crescimento econômico”.
O presidente do Sebrae, Paulo Okamotto, lembrou que a renda do povo brasileiro aumentou, permitindo que milhões de pessoas passem a ter acesso a produtos que antes eram inacessíveis aos mais carentes. “Cuidar da beleza não é uma coisa supérflua. Nós precisamos pegar a vantagem competitiva criada no Brasil nos últimos anos para continuar alavancando o progresso”.
Okamotto defendeu uma carga tributária diferenciada para o setor, lembrando que estamos em ano eleitoral e é preciso que as pessoas cobrem de seus candidatos. Em seu discurso, o presidente do Sebrae afirmou que a instituição, por meio de seus projetos, vem trabalhando para a sustentabilidade do setor.
Durante a feira, o Sebrae manteve um espaço especialmente montado para possibilitar o maior conhecimento e a adesão dos profissionais da beleza, como cabeleireiros, maquiadores e esteticistas, entre outros, ao Empreendedor Individual (EI), instrumento legal que proporciona cidadania jurídica a quem está na informalidade. Okamotto citou também o trabalho que o Sebrae vem realizando junto à Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) para diminuir o tempo necessário para o licenciamento dos produtos e reduzir seus custos.
O presidente da Abihpec, João Carlos Basílio, lembrou em seu discurso o projeto desenvolvido pelas duas entidades abrangendo cerca de 450 indústrias do setor. “Estamos trabalhando com 11 núcleos em todo o País para levar conhecimento, capacitação e tecnologia às pequenas indústrias de cosméticos”, disse Basílio.
O Brasil é o terceiro maior mercado consumidor de cosméticos do mundo, perdendo apenas para os EUA e Japão. O setor cresceu 14,75% no ano passado, no Brasil, faturando R$ 24,97 bilhões. Este ano, conforme estima a Abihpec, o crescimento deve ser de cerca de 16%.
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